Presos por fraudar fisco em mais der R$ 5 milhões iriam abrir empresas fantasmas

Dois homens e três mulheres foram presos temporariamente pela Polícia Civil nesta terça-feira (26) suspeitos de montar um esquema criminoso que teria sonegado, só este ano, R$ 5 milhões em impostos. De acordo com as investigações, o grupo já se preparava para abrir empresas fantasmas a fim de lavar o dinheiro obtido com a sonegação.

Foram presos Marcos Júnior Alves, que segundo a Polícia Civil, era o chefe da organização criminosa; o administrador de empresas Antônio Júnior; a contadora Maria Dieltzes; Jaque Santos e Thays Cristine. As duas últimas, ainda conforme as investigações, seriam responsáveis por contactar pessoas que recebiam valores entre R$ 500, e R$ 1 mil para emprestar os nomes a serem usados nas empresas fantasmas.

De acordo com o delegado Marcelo Aires, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), no final do ano passado, o grupo reativou o nome de duas transportadoras de Goianésia e quatro de Goiânia que haviam pedido baixa entre 2016 e 2017. “Como se fossem os donos destas empresas, eles passaram a transportar Etanol e Açúcar para uma usina de Goianésia. Por operarem com nomes de pessoas que chamamos de laranjas, jamais recolheram qualquer quantia em impostos, gerando, só em 2019, um prejuízo que deve ultrapassar R$ 5 milhões”, relatou.

Os verdadeiros donos que deram baixa nas seis empresas em 2016 e 2017, ainda segundo o delegado, sequer sabiam que elas haviam sido reativadas. E não têm qualquer envolvimento com a sonegação. Além dos cinco presos, a polícia identificou seis pessoas, a maioria com antecedentes criminais. Todas seriam ligadas a uma torcida organizada de um clube da capital e teriam emprestado os nomes aos golpistas.

O titular da DOT relatou ter descoberto que, junto com os quatro comparsas, Marcos Júnior já tentava colocar carros e imóveis em nomes de parentes. O grupo também já estava tentava montar uma grande empresa, novamente em nome de outras pessoas, para esconder o dinheiro obtido com os golpes. Os cinco presos e as seis pessoas que emprestaram os nomes responderão por crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica, e associação criminosa, crimes que, juntos, tem pena de reclusão superior a 12 anos.

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