Prefeito de Anápolis intervém após apagão no atendimento da UPA, troca gestão e anuncia mudanças na saúde

“Se não cuidar da população, sai da cidade. Não vamos tolerar descaso ou serviço malfeito”, disse Márcio Corrêa

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), determinou a intervenção na gestão da UPA da Vila Esperança, afastando de forma imediata a organização social Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). A decisão foi tomada após o agravamento de problemas na unidade, que vinham sendo monitorados desde o início do ano.

O estopim para a mudança ocorreu no último sábado (15), quando a unidade ficou sem médicos porque parte da equipe se ausentou para realizar um concurso público. A situação não foi comunicada previamente à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nem houve reposição dos profissionais, o que levou a um apagão no atendimento. Além disso, a OS já acumulava outras irregularidades, como atraso no pagamento dos funcionários, falta de insumos e deficiências nos serviços prestados.

Diante desse cenário, a gestão da UPA passará a ser assumida, de forma emergencial, pelo Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). A medida conta com respaldo do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Além da troca de gestão, a UPA da Vila Esperança passará por reformas para garantir melhores condições de atendimento. O prefeito anunciou ainda que a UPA Central e o Hospital Municipal Georges Hajjar serão entregues à população, com estrutura adequada, aparelhos e tudo o que for necessário para o funcionamento pleno.

“Saúde é prioridade. Estamos trabalhando para melhorar a estrutura e evitar que situações como essa voltem a acontecer. E, dessa vez, as unidades que tanto foram prometidas serão entregues de verdade, prontas para atender a população com qualidade”, afirmou Márcio Corrêa.

O prefeito também reforçou que a atuação do município sobre as organizações sociais que administram unidades de saúde será rigorosa e permanente. “Se não cuidar da população, sai da cidade. Não vamos tolerar descaso ou serviço malfeito. Quem vier para Anápolis para administrar a saúde tem que trabalhar direito, porque a fiscalização será sempre enérgica”, ressaltou.

O chefe do Executivo também assegurou que nenhum colaborador será desamparado e que aqueles que desejarem poderão permanecer na unidade sob a nova gestão, com todos os direitos trabalhistas garantidos.

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