Indústria pode mudar o cenário econômico em 2022, aponta live da Fieg

Buscando compreender, com projeções e estudos, o cenário econômico de 2022, o Conselho Temático de Assuntos Tributários (Conat) da Fieg, liderado pelo empresário Eduardo Zuppani, promoveu nesta quinta-feira (09/12), a live Retrospectiva 2021, Expectativa 2022, com o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo.

Para Zuppani, o aumento de preços que acelera a inflação é um reflexo do que ocorre no mundo. “O próximo ano é um tremendo desafio. Em 2021, houve a recuperação do PIB, já em 2022, ano de eleição, podemos ter uma estagnação, o que afeta o setor industrial. Portanto, é importante conhecer as projeções e as análises econômicas e se preparar para o ano que estar por vir”, ressaltou.

Ao falar sobre 2021, Marcelo Azevedo apontou a alta da inflação, dos juros e o aumento do desemprego como fatores que refletiram no desempenho do setor industrial e comércio. Segundo o analista, a agropecuária praticamente não sentiu a pandemia em 2020, no entanto, recuou em 2021. Já o setor de construção civil se destaca com crescimento ininterrupto há cinco semestres.

“Para o ano que vem, a gente acredita que a pressão na inflação vai continuar muito forte no início do ano, especialmente por conta da questão dos insumos para o setor industrial. As pesquisas mais recentes apontam que o pior ficou para trás, o que indica melhora para 2022. A expectativa é uma estabilidade somente no final do segundo semestre”, pontuou.

Para o analista da CNI, a desorganização das cadeias afeta disponibilidade e custo de insumos, e a pressão deve permanecer no início de 2022. Para ele, a indústria crescerá pouco, com uma relativa melhora no mercado de suprimentos que tende a destravar produção. “A gente aposta num crescimento pequeno, mas com dinâmica mais favorável”, avaliou.

Marcelo Azevedo ressaltou a importância que a indústria tem para mudar esse cenário. “A gente vê que a agropecuária foi muito bem, mas apesar disso o PIB não foi, o Brasil foi mal, porque a indústria de transformação não cresceu”. Nesse sentido, o analista sugeriu mudança na dinâmica de crescimento da economia brasileira, com a indústria usando o seu poder multiplicador, que faz com que todo os outros setores também cresçam. “A indústria propicia competitividade a todos os setores da economia. Gera empregos de qualidade. Inova, desenvolve e gera conhecimento”.

Em sua explanação, Azevedo defendeu a necessidade de Reforma Tributária ser aprovada no Congresso. Para o analista, a PEC 110 reduz a cumulatividade no sistema tributário, que ele considera um dos principais problemas na atualidade. “Um estudo da CNI, que será divulgado em breve, mostra que, em média, os resíduos tributários do atual sistema de tributação sobre o consumo representam 7,4% do preço líquido de tributos de um produto industrial feito no Brasil O resíduo retira a competitividade dos produtos brasileiros, seja na hora de exportar, seja na competição com os importados”.

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