Governo de Goiás vai contratar capacidade ociosa de hospitais privados

Foi publicada na quarta-feira, 1º, no Diário Oficial do Estado, portaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que institui o Programa Opera Goiás. Instituições hospitalares filantrópicas e privadas poderão vender suas capacidades ociosas para a SES, tornando possível realizar grande número de cirurgias em todo o Estado. O edital de adesão deve ser lançado até esta sexta-feira, 3.

O anúncio foi feito pelo titular da Saúde, Ismael Alexandrino, durante entrevista concedida ao programa Boa Noite Goiás nesta quarta-feira, 1º. “Nossa ideia é que tenhamos uma adesão de 50 cidades, para que possamos operar no Estado inteiro uma média de 50 mil pessoas que estão aguardando”, afirmou.

Para aderir ao programa, os hospitais terão de atender três exigências: ter alvará sanitário; fazer uma autodeclaração de capacidade técnica e operacional; e o gestor de saúde municipal terá de abrir mão da regulação desses pacientes para o Estado. Isso  porque a ideia é operar não só pessoas da cidade, mas da região como um todo, explicou Ismael Aelxandrino.  Atendendo a esses três requisitos,  a participação será feita por adesão.

Ele citou as áreas prioritárias das cirurgias a serem realizadas: oftalmologia, ortopedia e traumatologia, ginecologia, otorrinolaringologista, cirgurgia vascular, procotologia e cirurgia geral. O secretário pediu apoio dos prefeitos para ajudar a localizar as instituições privadas e filântropicas que têm capacidade de ofertar esse serviço para o Estado e possibilidade de aderir ao programa Opera Goiás. E falou ainda de outro programa, o Qualifica PS Goiás, cuja meta é tornar as unidades básicas de saúde mais resolutivas.

Covid-19

O secretário falou ainda sobre a pandemia da Covid-19 e comentou o fato de 900 mil goianos ainda não terem tomado a segunda dose da vacina. Adiantou que, até o final desta semana, deverá ser emitida recomendação de exigência da segunda dose para a entrada de pessoas em alguns lugares, como teatros, campos de futebol, boates e shows em locais fechados. “Infelizmente, se depender só da conscientização da população, a gente vai passar anos e anos (com a pandemia), porque está faltando conscientização”, ponderou.

Sobre o Carnaval, argumentou que ainda faltam quatro meses para o evento. A Secretaria da Saúde permanecerá alerta, mas considerou que ainda é precoce para se tomar alguma decisão, que provavelmente sairá em janeiro. “Não emitiremos nenhuma recomendação a respeito do Carnaval de rua neste momento”, destacou.

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