Fraude em cartões de crédito: casal é investigado por estelionato Goiânia

Um casal é investigado por supostas fraudes com cartões de crédito, em Goiânia. Nesta terça-feira (13) foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, no Setor Coimbra e no Residencial Eldorado. Os dois usavam dados pessoais de outras pessoas para emitir cartões.

Em uma das residências, foram apreendidos quase uma dezena de cartões de crédito, vários celulares e relógios de alto valor aquisitivo. O nome do casal e das vítimas não foram divulgados. Dupla é investigada por estelionato. As informações são da Polícia Civil (PC).

Segundo a delegada Ana Cláudia Stoffel, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), os suspeitos cadastravam os dados de outras pessoas no site da Americanas para solicitar cartões de crédito. Após confirmado o cadastro, eles recebiam na casa deles o cartão com dados das vítimas e faziam várias compras.

“Somente quando a central de cobrança entrava em contato com a vítima é que ela descobria ter sido feito um cadastro na empresa com suas informações. Elas [vítimas] não tinham ideia que haviam cartões de crédito dessa empresa em seus nomes e não tinham qualquer participação no ato delituoso”, esclarece.

Desconfiadas de se tratar algum tipo de fraude, as vítimas procuraram a PC e informaram o recebimento de cobranças sobre compras que não haviam efetuado. À polícia, o homem confessou a prática e disse ter comprado o cartão para utilizar como se fosse dele. A partir daí ele mesmo teria começado a emitir os cartões de crédito de maneira fraudulenta.

Até o momento, oito vítimas já foram identificadas. O próximo passo, de acordo com Ana Cláudia, é apurar como os suspeitos tinham acesso aos dados pessoais de terceiros. Já foi solicitado a quebra do sigilo telefônico dos investigados para verificar se a dupla teria ajuda de outros comparsas.

“É muito importante que as pessoas que também tiveram emitidos cartões em seu nome procurem uma delegacia e registrem ocorrência. Só assim conseguiremos identificar outras vítimas”, salienta a delegada.

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