Fieg 70 homenageia indústrias goianas com mais de 35 anos

“No momento em que estamos comemorando os 70 anos da Fieg, nada mais justo do que homenagear as empresas que cresceram junto conosco, que nos acompanharam no desenvolvimento de nosso Estado. Nós sabemos dos desafios enfrentados pelos empresários e da garra de cada um para continuar produzindo, reinventando em tempos difíceis. A vocês, toda nossa admiração e nosso respeito. Vocês são verdadeiros heróis”, destacou Sandro Mabel.

Entre as homenageadas, a história da pequena cerealista fundada em 1973, vizinha ao Hipódromo da Lagoinha, o que deu origem ao nome Arroz Lagoinha, marca de sucesso com 48 anos de atividades, liderada pelo ex-presidente da Fieg Pedro Alves de Oliveira. Ao fazer o reconhecimento, Sandro Mabel ressaltou o “trabalho incansável” de Pedro Alves na defesa do empresariado. “Pedro é uma pessoa por quem eu tenho a maior admiração, que ajudou a criar muitas indústrias e tudo que faz é com excelência”, afirmou.

Ao agradecer a homenagem, Pedro Alves falou da satisfação de ter estado à frente da Federação por oito anos. “Eu só tenho a agradecer nossa amizade de longa data e a vocês nossos presidentes de sindicatos, por ter tido a felicidade e alegria de ser presidente dessa instituição. A oportunidade de dirigir tantas lideranças”, pontuou.

Fundada em Pontalina de Goiás, em 1979, a Dicasa Alimentos, dona das marcas Café Moinho, Carreiros, dentre outros, foi lembrada pelos 42 anos de atuação. Com o empresário Carlos Roberto Viana à frente, foi uma das primeiras do País a obter o Selo Pureza da ABIC, a Associação Brasileira da Indústria de Café. Atualmente é uma das cinco marcas de café mais vendidas da Região Centro-Oeste, segundo a pesquisa Nielsen de 2015 a 2016.

“Fico muito lisonjeado com essa homenagem, porque temos a real dimensão do que está sendo visto pelos nossos colegas, por aqueles que estão na luta diária que é empreender”, ressaltou Viana, também presidente da Câmara Setorial de Alimentos e Bebidas da Fieg, que alertou sobre os desafios do setor cafeeiro: “A luta precisa permanecer. Nós temos tributação de zero porcento para multinacionais. Empresas de outros Estados também vêm para Goiás e colocam café aqui com zero porcento de tributação estadual.”. Segundo Carlos Viana, a tributação é desigual e deixa de beneficiar o produtor local.

Outra gigante do setor, nascida em 1985 numa plantação na cidade de Ouro Verde de Goiás, a Café Rancheiro Agro Industrial espalhou fama pela vizinhança com o aroma do café do rancho. Com o aumento da produção, o Rancheiro ganhou um novo lar e atualmente está no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) com nova variedade de grãos.

Seu fundador, presidente da Fieg Regional Anápolis, Wilson de Oliveira, ressaltou a importância do Sistema Indústria para o crescimento do Café Rancheiro. “O mercado de café é muito acirrado e foi muito importante para nossa empresa o apoio que tivemos da Fieg, do Sesi e Senai. Conseguimos crescer e conquistar a certificação da ABIC”.

Na oportunidade, Wilson de Oliveira também recebeu homenagem pela sua atuação, desde 2014, no Conselho Legislativo da Confederação Nacional da Indústria (CAL-CNI), onde foi substituído pelo vice-presidente da Fieg André Rocha.

Aos 45 anos, a Poligráfica foi enaltecida por investimento em equipamentos modernos e equipe técnica especializada, com trabalhos reconhecidos pelos prêmios Aquino Porto e Top of Mind. Os irmãos empresários Pedro Júnior e Antônio Cassiano da Cunha são pioneiros em Goiás da impressão gráfica. Hoje, diante de mudanças no mercado editorial e gráfico, a indústria diversificou atuação e está iniciando ingresso na área de embalagens e papelão.

Mineração – Uma das maiores produtoras de bauxita do Brasil, a Terra Goyana Mineradora, com 36 anos de atividades, é responsável por 5,5% da produção nacional. Com operação em Barro Alto, na Região Centro Goiano, e escritório em Goiânia, a empresa possui relações comerciais na América do Sul, Europa e Ásia e responde por cerca de 200 empregos diretos no interior do Estado.

A empresa é comandada pelo empresário Luiz Antônio Vessani, também presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Goiás e do Distrito Federal (Sieeg – DF), cuja atuação no setor mineral foi destacada por Sandro Mabel. “Vessani é um empresário arrojado, que tem maior atuação na mineração do Brasil”.

Para o empresário, a mineração tem uma missão histórica no Estado. “A missão da mineração é criar bases de um setor industrial, com atendimento às demandas da sociedade. E a gente quer oferecer muito mais para Goiás”, afirmou.

Ainda do setor mineral, a ComGeo Mineração, também com 36 anos de jornada, recebeu o reconhecimento por longevidade no mercado. À frente da companhia, o presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário, Cal e Derivados (Sincal), Nilo Bernardino, lembrou dos caminhos percorridos para consolidação do negócio e revelou que comprou a indústria de Luiz Antônio Vessani.

Pioneira na utilização da tecnologia de lajes treliçadas, a Lajes Santa Inês, fundada por Mário Renato Guimarães, celebrou 40 anos no mercado. Ao receber a homenagem, ele falou de sua trajetória na Fieg. “Em todos esses anos, nós tivemos muito apoio do Senai. Fui três vezes presidente de sindicato e estou muito feliz por ser lembrado, por ter passado dez anos no Conselho do Sesi e vendo o crescimento da instituição”, disse.

No segmento de limpeza, a Zuppani Industrial, com 38 anos, conta em seu portifólio com 11 marcas e mais de 200 itens de produtos. Segundo a pesquisa da Nielsen, o desinfetante Zupp é líder de vendas desde 2009. Homenageado, seu criador, Eduardo Zuppani, contou sobre a trajetória da empresa e destacou ajuda de companheiros industriais. “Nesses anos todos, nós tivemos muitos companheiros. Nós usamos as lajes treliçadas, do Mário Renato, tivemos também o Júnior, da poligráfica, pioneiro no uso da computação gráfica. Contamos com a ajuda do Marley (Goiarte), que fez o galpão para nós. Todos contribuíram conosco. Obrigado sobretudo ao Sesi e Senai. Sempre fomos os clientes número 1 das instituições em Aparecida”.

Mais longeva das homenageadas, a Goiarte Soluções completou 60 anos no mercado, com tecnologia de ponta e solidez. O empresário Marley Rocha, que está à frente da empresa e é presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento do Estado de Goiás (Sinprocimento), agradeceu a oportunidade de crescer e desenvolver a empresa com o apoio da Fieg, por meio do Sesi, Senai e IEL.

A quarentona Creme Mel Sorvetes nasceu em Goiás e rapidamente se expandiria País afora e se tornaria uma das maiores fabricantes de sorvete genuinamente brasileira. Com mais de 350 colaboradores, a empresa atua nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, do Tocantins, Maranhão, Distrito Federal e da Bahia.

Com a paixão pelo que faz, Antônio dos Santos, seu fundador, contou sobre o cuidado na produção do sorvete. “É muito bom fazer o que a gente gosta. Mesmo com a indústria crescendo, tenho o maior prazer de fazer um produto natural, tem processos que eu mesmo faço e não desisto de continuar fazendo. Como por exemplo, a polpa de abacaxi. Eu escolho o melhor, vou ao Ceasa, procuro o melhor fruto, corto e preparo o sorvete. Eu procuro sempre as frutas naturais”, salientou.

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