Escalada da Selic prejudica retomada de investimentos, diz Fieg

Pela quarta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu aumentar a taxa básica de juros da economia, desta vez em 1 ponto porcentual, elevando a Selic para 5,25% ao ano. A decisão foi divulgada no início da noite desta quarta-feira (04/08). Esse é o maior aumento desde 2017, quando a taxa aumentou 1,15%, e o maior patamar desde setembro/2019, quando chegou a 5,5% ao ano

Na avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), a autoridade monetária erra ao impor uma maior taxa de juros à sociedade em um momento que o setor produtivo busca a retomada do crescimento e persegue indicadores de emprego e renda pré-pandemia.

“Esses sucessivos aumentos encarecem o crédito para o consumidor e inviabilizam a retomada de investimentos produtivos, que geram emprego e renda para a população. Precisamos retomar um círculo de prosperidade na economia, com menos juros, mais investimentos e empregos e retomada do consumo interno e aumento da renda dos trabalhadores”, afirmou o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

Para Sandro Mabel, é urgente que o governo federal avance com as pautas prioritárias no Brasil. “Buscar o controle da inflação com mais juros é repassar a conta para a sociedade. As lideranças políticas precisam fazer o dever de casa, aprovando a Reforma Administrativa e controlando gastos públicos”, concluiu.

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