Escalada da Selic é equivocada e encarece custos para famílias e empresas, avalia Fieg

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) avaliou como equivocado o novo aumento da taxa Selic, anunciado no início da noite desta quarta-feira (27/10) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Com elevação de 1,5%, o indicador chega a 7,75% ao ano, mantendo a projeção crescente iniciada em março como opção para controle da inflação.

“O Copom erra ao tentar controlar inflação de custo com técnicas que funcionam para inflação de demanda. A decisão traz efeitos negativos para o crescimento econômico, principalmente pela limitação da produção e pelo estímulo à especulação”, analisa o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

A inflação de custo caracteriza-se pela elevação dos custos de produção (energia elétrica, óleo diesel ou gás natural, matérias-primas, transporte, etc.) e ainda pela ausência ou restrição quanto aos insumos utilizados na produção. “Na prática, a alta da Selic encarece o custo do crédito para famílias e empresas, o que contribui para esfriar ainda mais a atividade econômica”, avalia.

O presidente da Fieg critica ainda a dolarização que a economia brasileira tem sofrido e alerta que a crise política institucional aprofunda ainda mais o problema e afugenta investimentos no País. “A população ganha em real, mas paga em dólar por produtos e serviços essenciais e básicos”, critica Sandro Mabel, citando como exemplo a escalada do preço dos combustíveis e energia.

De acordo com nota técnica emitida pela Fieg, a elevação da taxa Selic encarece diretamente o custo de financiamento, desestimulando novos investimentos e prejudicando a geração de mais emprego e renda. Quanto ao controle do câmbio, a nota sugere que existem outros instrumentos mais eficientes. A análise considera ainda que o controle da inflação via restrição monetária é contraproducente, diante da necessidade de agregar valor à produção e ampliar a participação da indústria no PIB nacional e no mercado internacional.

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