Eleição na OAB-GO: pesquisa divulgada por Pedro Paulo Medeiros induz à desinformação

A campanha do pré-candidato à presidência da OAB-GO Pedro Paulo de Medeiros divulgou uma pesquisa que induz os advogados ao erro porque está contaminada por defeitos graves. O pior deles está no intervalo entre a sua produção e a sua divulgação: três (longos) meses.

Pesquisas são retratos de momento. Refletem somente a realidade daquele instante em que os funcionários do instituto foram a campo colher as opiniões dos entrevistados. É possível que, no dia seguinte, aquele cenário já tenha mudado. E quando se passam três meses, a chance de uma transformação ter se operado é imensamente maior.

A metodologia da pesquisa tem defeitos insanáveis. O pior deles é avaliar a intenção de voto de cada pré-candidato medindo-os aos pares, de dois em dois. Pedro Paulo contra Rafael, por exemplo; ou Pedro Paulo contra Rodolfo Otávio. Cabe questionar por que o instituto optou por esta estratégia. Por que não ofereceu aos entrevistados uma cartela com o nome de todos os oito pré-candidatos, para que o advogado livremente escolhesse em quem pretende votar?

O instituto dolosamente tolheu a liberdade de escolha e o livre-arbítrio dos inscritos na OAB-GO. A pressuposição de que só podem existir cenários com dois candidatos é um desserviço para Ordem, que só tem a ganhar com um debate plural, com vários candidatos e diferentes ideias.

A pesquisa ignora, por exemplo, que Júlio Meireles e Alexandre Caiado podem chegar à reta final como os principais candidatos de oposição à atual gestão, do presidente Lúcio Flávio. O instituto Santa Dica, que produziu o material, decidiu de antemão que este posto será de Pedro Paulo.

E de que vale uma pesquisa feita em um momento em que o grupo do atual presidente ainda não havia lançado o seu candidato? A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 20 de março, ao passo que Rafael Lara só anunciou que era pré-candidato em um vídeo postado nas redes sociais no dia 6 de junho.

Um oceano de fatos novos correu pelo leito da OAB-GO desde os funcionários do instituto foram a campo. Antes que uma nova sondagem seja feita, com uma metodologia séria, impossível prever o que acontecerá nesta disputa.

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